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| Seminário de Cultura e Patrimônio na Câmara Municipal |
Esta manhã estive na Câmara Municipal onde acontece o 1° Seminário de Cultura e Patrimônio promovido pela Prefeitura Municipal de Pedreiras e Fundação João do Vale. O seminário abordou os temas relativos ao desenvolvimento cultural promovida pela fundação que leva o nome do maranhense do século além de discutir os planos elaborados e blá blá blá... Não vou falar do seminário em si, até porque vi vários dos meus colegas blogueiros por lá e gente pra falar nisso não vai faltar, mas sim do que percebi ao olhar os rostos dos participantes do encontro. SÃO SEMPRE OS MESMOS.
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| Crianças atendidas pela Fundação João do Vale se apresentam |
Em todo lugar: jornais, rádio, televisão, não falta gente pra reclamar da falta de atitude dos órgãos públicos (que existe mesmo) e pra dar mil e uma ideias do que poderia ser feito em relação a este ou aquele problema. Só que, por motivos que ainda tento entender, estes reclamões e idealistas nunca estão presentes nas reuniões, seminários, palestras e grupos de discussão que envolvem os problemas do nosso cotidiano.
"Ah, e eles existem?" (Leitor rabugento)Sim, eles existem. Exemplos não faltam. Além deste sobre a cultura vou citar, dos mais recentes, a Conferência Municipal do Meio Ambiente, em janeiro, a discussão sobre a elaboração do Plano Diretor Urbano do município, em novembro, a audiência pública sobre a criação do Comitê de Bacia do Rio Mearim, em outubro, e tantas outras. Só que, como citei, só se vêem os mesmos rostos, as mesmas pessoas, as mesmas promessas, o mesmo blá blá blá. Onde está a população, o agente cidadão nestas horas?
Tenho minhas teorias:
1 - Eventos dessa importância não recebem 10% da divulgação que um show de Forró Sacode (mais um?) teria em nossa cidade. Tem gente que não participa porque nem sabia que tinha.
2 - Muitos dos que sabem que tem preferem o conforto de suas cadeiras e rodas de fuxico nas calçadas de casa do que ir lá e, se não possui o dom ou a coragem da palavra pra perguntar, pelo menos esclarecer-se, se inteirar do que se está fazendo ou se pretende fazer pela nossa comunidade.
3 - A comunidade ainda não tem o senso de cidadania suficiente pra se entender como agente transformador da realidade. Acham que cidadania e democracia é só votar e os governos que se virem. Meu trabalho é cobrar deles, só isso.
4 - Não é do interesse de muitos grupos, principalmente políticos, que o povo tenha essa cosciência, pois aí, muitas máscaras cairão e paradigmas serão quebrados.
Bem, provoquei com algumas teorias. Elas podem andar juntas, sozinhas ou serem conflitantes. Mas essa é a questão: o que falta pra sermos uma sociedade participativa?


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